Vazio.

•março 12, 2010 • Deixe um comentário

Eu apenas assisto e seu ir e vir. De que adianta minhas palavras, se elas não parecem fazer o menor sentido para você?  E quando achar que estiver na hora, eu estarei aqui, por você. Ou não.

Comme des enfants – coeur de pirate #música

•março 12, 2010 • Deixe um comentário
Comme des enfants
Alors tu vois, comme tout se mele
Et du coeur a tes levres, je deviens un casse-tête
Ton rire me crit, de te lacher
Avant de perdre prise, et d’abandonner
Car je ne t’en demanderai jamais autant
Déja que tu me traites, comme un grand enfant
Nous avons trop rien, a risquer
A part nos vies qu’on laisse de coté
Mais il m’aime encore, et moi je t’aime un peu plus fort
Mais il m’aime encore, et moi je t’aime un peu plus fort
C’en est assez de ces dédoublements
C’est plus dure à faire, qu’autrement
Car sans rire c’est plus facile de rêver
A ce qu’on ne pourra, jamais plus toucher
On se prend la main, comme des enfants
Le bonheur aux lèvres, un peu naivement
Et on marche ensemble, d’un pas décidé
Alors que nos têtes nous crient de tout arrêter
Mais il m’aime encore, et moi je t’aime un peu plus fort.(…)

Tradução – Como crianças.
Agora você vê como tudo se mistura, e do coração aos lábios, eu me torno um quebra-cabeça. Teu sorriso me impede de te largar. Antes que eu perca o interesse e te deixe, mas eu nunca vou te pedir muito, já que você me trata como uma criança. Nós não temos nada a perder, uma parte de nossas vidas que deixamos para trás.
Mas ele ainda me ama, e eu o amo um pouco mais forte(…).

Já chega dessa divisões de personalidade, tornou-se mais difícil do que antes, pois sem rir é mais fácil sonhar. Acerca daquilo que não poderemos mais alcançar, pegamos nossas mãos como crianças. A felicidade para os lábios, um pouco inocentemente, e andamos juntos com um passo confiante.

Mas ele ainda me ama, e eu o amo um pouco mais forte(…).

Weightless – All Time Low.

•janeiro 20, 2010 • 3 Comentários

Oriente-me, estou confuso. Vire a página, sou um livro lido pela metade. Quero que as pessoas riam de mim, riam comigo à toa. Quero me sentir livre e isso deve ser o suficiente. Mas estou preso nessa maldita rotina, esperando por alguma coisa acontecer. E eu não me importo em envelhecer se ao menos eu pudesse encontrar tempo. Então eu nunca deixaria outro dia passar em branco e eu não me importo de estar envelhecendo.Talvez esse não seja meu fim-de-semana, mas será meu ano. Estou cansado de assistir os minutos se passarem enquanto vou a lugar nenhum. E essa é minha reação para tudo que temo, porque estou enlouquecendo, não quero desperdiçar mais um minuto aqui.Faz de conta que eu impressiono, que toda palavra, conceitualmente, chama atenção.Quero me sentir despreocupado, quero viver à toa. Quero me sentir leve e isso deve ser o suficiente.Isso pode ser tudo o que eu sempre esperei, isso pode ser tudo e eu não quero mais apenas sonhar.

•janeiro 18, 2010 • Deixe um comentário

” E me dá uma saudade irracional de você. “


Incondicional?

•janeiro 18, 2010 • Deixe um comentário

- É que sempre foi assim. Culpa do meu gênio, essa minha mania de falar o que penso, o que sinto. Sem mentiras, sabe?  Desde pequena me ensinaram que mentir era errado, era feio. Cresci controlando minhas mentiras e meias-verdades, percebi que quando minto algo pesa sobre mim, então creio que é por essa razão que eu simplesmente não consigo! Não consigo mentir sobre, esconder, ou controlar meus sentimentos.  E eu estou acostumada a acabar sozinha. As melhores amigas, normalmente me substituem por alguém que as façam sorrir melhor do que eu. Os namorados, talvez, não me substituam por alguém que os façam sorrir mais do que eu fiz, mas, de uma forma ou de outra, a substituição acontece. Até os parentes se afastam de vez em quando. E isso não me atinge mais, me acostumei a lidar e enfrentar meus problemas sozinha. As estrelas como companhia, talvez até a lua. O céu noturno me encanta. Mas isso não vem ao caso agora. O que estou a tentar dizer é que, sim, doeu muito quando te perdi. E quando perdi muitas outras pessoas também. E não tenho vergonha de dizer o quanto doeu. E às vezes dói, até hoje. Mas eu me acostumei. Quase todos os dias lido com perdas – e ganhos também, mas quero falar das perdas, porque você foi uma delas. Eu fiz o que podia. Te amei, sim, te amei. E incondicionalmente – sem receber, nem pedir, nada em troca. Mas como no filme, faria alguma diferença se eu disser que ninguém no mundo poderia te amar mais do que eu? No mundo real, creio que sua resposta seria Não. Não faria nenhuma diferença, porque você sempre soube disso. E nunca fez nenhuma diferença.  E agora eu não sei o que pensar sobre você. Sobre você e ela. Fico na opção de acreditar naquela história de que no fim das contas, tudo de endireita.

-

E eu apenas não posso ditar uma fala para ele, porque nunca tive a chance de dizer tudo isso. Ao contrário de mim, ele não fala sobre o que sente, muito menos sobre verdades.

E fim.

Apenas ame-a.

•janeiro 3, 2010 • Deixe um comentário
- Eu não consigo fazê-la feliz! Como amar alguém sem saber como amá-la?
- Então, você a ama?
- Sim… Muito. Mas ela viajará amanhã, por duas semanas. E queria me levar.
- E se ela não voltar?
- O que quer dizer com isso?
- Imagine. Vocês se despedem. Ela entra no avião e nunca mais a vê. Você poderia viver assim?
- Não, eu não poderia.
- Então sabe o que fazer. Aprecie o que tem. Apenas ame-a.
ANTES QUE TERMINE O DIA.


A sua manhã elegante.

•dezembro 16, 2009 • Deixe um comentário

O sol esteve baixo por dias. Uma linda flor em um vaso, um chinelo perto da lareira, um violoncelo deitado em seu estojo. Logo, ela desce as escadas e veste sua elegância matinal. O som da água a faz sonhar, despertada por uma nuvem de vapor, ela derrama um sonho acordado em um copo e com uma colher de açúcar, o adoça.
E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva que cai, e ela luta por sua vida. Enquanto ela vai a uma loja com um pensamento que tinha pego por um fio, ela paga pelo pão e ela vai.

Ninguém sabe.

O sol esteve baixo por dias, ela toca uma melodia de inverno. Ela contempla o trovão, e ouve um barulho atrás do portão: Talvez seja uma carta trazida por um pombo, ou talvez seja um estranho que ela poderia amar…
E ela luta por sua vida enquanto coloca seu casaco. E ela luta por sua vida no trem. Ela olha para a chuva que cai, e ela luta por sua vida. Enquanto ela vai a uma loja, onde as pessoas são agradavelmente estranhas e vai contando o troco.
Enquanto ela vai… Ninguém sabe.

Oren Lavie, Her Morning Elegance.

 
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